forquilha, couro e tripa de mico

 

2014

para flauta alto e vibrafone | for alto flute and vibraphone

Ensemble Provakant

sobre a peça

 

“Forquilha”, “couro” e “tripa de mico” são os nomes das partes que compõem um estilingue. A peça está dividida em três partes. Cada uma dessas partes apresenta um tipo de relação entre a flauta e o vibrafone. Na parte I os dois instrumentos atuam em complementaridade, compondo uma camada única, ainda que muito entrecortada pela alternância timbrística entre os dois instrumentos. Essa parte é marcada por gestos curtos e com perfis muito variados, lembrando diferentes cantos de pássaros. Gradualmente ocorre um processo de adensamento desses gestos, o que gera também um aumento de tensão. Essa parte foi projetada imaginando a primeira fase de um movimento de atirar com um estilingue, onde a “tripa de mico” é esticada em direção contrária à “forquilha”. A parte II aparece de certa maneira como resultado (relaxamento) desse extremo tensionamento, como no instante onde a mão solta o “couro” e a pedra pode percorrer seu trajeto no ar livremente. Durante a parte II a flauta e o vibrafone se separam e a escuta se abre para duas camadas. Aqui, a escrita torna-se mais textural do que gestual. No final da seção II há um novo processo de tensionamento e uma segunda pedra é disparada em direção à parte III. Na parte III a escrita não é nem gestual, nem textural: a flauta e o vibrafone voltam a trabalhar de forma colaborativa, porém não mais em complementaridade, mas sim em uma completa fusão. Há um mergulho no sonoro, na integração profunda entre esses dois instrumentos através da combinação dos multifônicos com os sons do vibrafone com arco.

 

A peça é dedicada a Marcos Branda Lacerda.

about the piece

 

“Forquilha”, “couro” and “tripa de mico” are the names – in Portuguese – of the parts that make up a sling. The piece consists of three sections, each presenting a type of relationship between the flute and the vibraphone. In the first section, the two instruments work in a complementary way, forming a single layer, although very heterogeneous due to alternation between the two instruments. This section is marked by short gestures with wide variety of profiles, evoking different bird songs. Gradually a process of densification of these gestures leads to an increase in tension. This section was designed imagining the first phase of a movement of shooting with a sling, where the "tripa de mico" is stretched in the opposite direction to the "forquilha". The second section appears in a certain way as a result (relaxation) of this extreme tension, as in the instant in which the hand looses the "couro" and the stone follows its trajectory freely through the air. During this section the flute and the vibraphone split up and the listening opens up into two layers. Here, the writing becomes more textural then gestural. At the end of this section there is a new process of increase in tension and a second stone is thrown toward the third section. In the third and final section the writing is neither gestural nor textural: flute and vibraphone work again collaboratively, no longer complementary, but rather in a full merged way. There is a dive into the sound through the deep integration between these two instruments, through a combination of the flute multiphonics and the bowed vibe notes.

 

The piece is dedicated to Marcos Branda Lacerda.

principais performances | main performances

 

Ensemble Provakant
     Maria Kalesnikava, alto flute

     Kasia Kadlubowska, vibraphone

tonArt Festival

Münster St. Paul, Esslingen, Germany

2014

 

Christina Fassbender, alto flute
Stephan Froleyks, vibraphone

Festival Musik unserer Zeit

Musikhochschule Münster, Germany

2014

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